Hilton Luzz
em (des)construção desde 1989
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É isso. 

Passo os dedos pelo teclado pela décima vez, analisando cada palavra que penso em escrever, e aí apago tudo e começo novamente. Saio de um lugar comum, conhecido, e busco me colocar numa posição nova. E apago novamente.


Nestes últimos anos eu fui muitas pessoas, estrategicamente pensei muitas das minhas ações, mas, inevitavelmente, me vi como se estivesse no mesmo lugar de sempre, sentado, segurando uma xícara de café e esperando que o tempo me dissesse quem serei dessa vez. E que, na verdade, sou sempre a mesma pessoa com atualizações importantes. 

Vivo me dizendo em pensamento: Quem sou eu hoje? E, invariavelmente, a resposta nunca é exata. Estou em um processo incansável de buscar as melhores versões de mim e quando percebo estagnação, respiro fundo e começo a refletir sobre a necessidade de levantar e buscar novos sentidos para a minha existência.

O senso de utilidade é muito importante.
Para mim.
E hoje estou (novamente, diga-se de passagem) com uma xícara na mão reescrevendo textos buscando aquele pequeno trecho subentendido que diz: Aqui está um pouco de você! E, bem... é só isso.

E não precisa ser só isso. Eu pensei em escrever algo como "se contentar com pouco é bobagem" , mas pensando bem, não devo (nem devemos) medir minha trajetória pela régua de ninguém. O que pode ser pouco para alguém, pode ser muito para mim.

Confuso.
Sim, reconstruir-se dá um certo trabalho.
Existir... hm, dá um certo trabalho.

E vamos em frente! 
Hilton Luzz
Enviado por Hilton Luzz em 11/03/2021
Alterado em 13/03/2021
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